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Popó quer comemorar os 10 anos de seu 1º título lutando

Há exatos dez anos, Acelino Popó Freitas entrava no ringue em Le Cannet, na França, para enfrentar o casaque Anatatoly Alexandrov em busca do título dos superpenas na Organização Mundial de Boxe e também dos R$ 25 mil da bolsa, dinheiro para pagar a casa que tinha comprado para a família em Salvador. Foi o primeiro cinturão da carreira do brasileiro, que se aposentou em 2007, após ser campeão mundial mais três vezes, somando 38 vitórias (32 nocautes) e apenas duas derrotas.

No dia 7 de agosto de 1999, o combate só durou 1 minutos e 41 segundos. O pugilista do Casaquistão recebeu todos os tipos de golpes do brasileiro e desabou para ficar desacordado por mais de cinco minutos em cima do ringue. "Entrei para lutar já como campeão. A história pobre da minha vida me deu forças para superar tudo e buscar aquele cinturão. Eu precisava daquela vitória", relembrou Popó, que na época da conquista do seu primeiro título mundial tinha apenas 23 anos.

Há dois meses, Popó, 13 quilos mais pesado que os normais 61 quilos, retomou os treinos. Ele já perdeu quatro quilos e segue se exercitando forte no ringue que armou na quadra de tênis de sua casa. Assim, voltará a lutar no dia 19 de setembro, no Ginásio Balbininho ou no Estádio Pituaçu, ambos em Salvador, para festejar os dez anos do seu primeiro título. O adversário deverá ser o argentino Fernando David Saucedo, a quem venceu em 2004, por pontos, em São Paulo.

"Estou correndo, fazendo sparring para ter uma boa apresentação e buscar o nocaute, como fiz sempre em minha carreira", afirmou Popó, que espera a ajuda do governo da Bahia para os gastos de cerca de R$ 300 mil do evento. Seria uma indicação de que ele, às vésperas de completar 34 anos (faz aniversário em 21 de setembro), estaria retomando a carreira? "Infelizmente, ele está pensando em fazer mais umas duas ou três lutas. Fazer o quê? Só me resta rezar", disse a mãe, dona Zuleica.

Campeão mundial dos superpenas e dos leves, Popó prefere não fazer prognósticos ou dar esperança aos fãs do boxe brasileiro, que seguem absolutamente órfãos após a sua precoce aposentadoria. "A rotina de treinamento, os sacrifícios diários são muito difíceis. Mas vamos ver", afirmou o baiano, ensaiando uma volta aos ringues, 10 anos depois de ter colocado seu nome na história com a conquista do título mundial.

Tô Ligado News: "O Brasil agradece! Afinal de contas, é um vencedor, dentro e fora dos ringues."

Fonte: Estadão

Postado por Fabrício Marques no(a) sexta-feira, 7 de agosto de 2009 às 12:39. Categoria: . Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta postagem através do RSS 2.0. Fique à vontade para deixar um comentário.

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