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Qual a diferença entre diet e light?

De acordo com as normas da ANVISA, os alimentos diet são aqueles que são formulados ou processados especialmente para indivíduos com exigências metabólicas ou fisiológicas específicas e necessitam de dietas especiais.

Esses alimentos podem ser indicados para diversos tipos de dietas como: alimentos para dietas com restrição de carboidratos (devem conter no máximo 0,5g do dissacarídeo de referência/100g ou 100ml no produto final a ser consumido); alimentos para dietas com restrição de gorduras (devem conter no máximo 0,5g de gordura total/100g ou 100ml no produto final a ser consumido); alimentos para dietas com restrição de proteínas (devem ser totalmente isentos do componente associado ao distúrbio para o qual se destina); alimentos para dietas com restrição de sódio (devem apresentar redução de sódio e ser elaborados para pessoas que necessitem de dietas hipossódicas, cujo valor dietético especial é o resultado da redução ou restrição de sódio); alimentos para dietas de ingestão controlada de açúcares (não deve ser adicionado de açúcares) e alimentos para controle de peso (aqueles que substituem ou são acrescidos às refeições para a finalidade específica de propiciar a redução, manutenção ou ganho de peso).

Portanto, fica claro que a finalidade destes alimentos não é especificamente atender somente o público diabético ou para aquele que quer reduzir o peso.

O alimento light apresenta redução mínima de 25% em determinado nutriente (açúcares, gordura saturada, gorduras totais, colesterol e sódio) ou em calorias, quando comparado ao alimento convencional.

De maneira geral, as diferenças fundamentais entre os dois são: Os alimentos diet são destinados a grupos populacionais com necessidades específicas e os light para grupos populacionais saudáveis que desejam reduzir o consumo de alguns dos nutrientes.

Os produtos diet não têm como finalidade a ingestão reduzida de calorias, pois alguns produtos diet são até mais calóricos que os convencionais. O exemplo mais clássico deste fato é o chocolate diet, especialmente confeccionado sem açúcar, com adoçante, direcionado para o público diabético. A retirada do açúcar, no caso deste produto, originou a necessidade do acréscimo de gordura, o que fez com que o produto apresentasse um número de calorias maior do que seu similar convencional.

Outro aspecto importante a ser levado em consideração é o fato de não haver estudos conclusivos em número suficientes que atestem sobre efeitos do consumo desses produtos, que contem edulcorantes, por longos períodos, no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes. As recomendações dos limites de ingestão diária segundo, American Dietetic Association são feitos em mg/kg e são facilmente ultrapassados com a ingestão de alguns produtos que contém quantidade excessiva de edulcorantes. Alguns produtos light utilizam edulcorantes e devem ser evitados, pelos mesmos motivos. Aqueles que não utilizam edulcorantes são apropriados e podem ser utilizado por crianças e adolescentes em tratamento para perda de peso.

Daniela Silveira é doutora em Nutrição e professora da Universidade Nove de Julho UNINOVE.
Fonte: MinhaVida

Postado por Fabrício Marques no(a) segunda-feira, 6 de julho de 2009 às 14:11. Categoria: . Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta postagem através do RSS 2.0. Fique à vontade para deixar um comentário.

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