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Ação do Facebook tem forte queda

Depois de fechar em ligeira alta de 0,61% na sexta-feira — dia de sua oferta pública inicial de ações (IPO) —, a ação do Facebook está em forte queda na manhã desta segunda-feira, 21. Os papéis da rede social abriram o pregão cotadas a US$ 36,53 e, até o início da tarde, oscilaram entre US$ 33 e US$ 36,6. Às 14h17, a ação caía 9,32%.

Durante a manhã, a queda passou dos 11%, quando o preço do papel foi para US$ 33,84. A Nasdaq, bolsa de valores que reúne empresas de tecnologia, subia 1,87% às 14h21.

No IPO, o preço da ação do Facebook na abertura do pregão foi de US$ 42,05. Mas, ao contrário do que o mercado esperava, o valor do papel caiu pouco depois do começo das negociações e terminou o dia cotado a US$ 38,23, apenas 23 centavos de dólar acima do preço inicial determinado.

O Facebook colocou à venda mais 421 milhões de ações e captou US$ 16 bilhões. Os ganhos da rede social não supreenderam, mas o volume de ações negociadas chamou a atenção. Às 16h07 de sexta-feira, já haviam trocado de mão 460 milhões de ações. O recorde anterior era da General Motors, que teve 458 milhões de ações negociados no dia de seu IPO, em 2010.

A empresa de Mark Zuckerberg fechou a sexta-feira avaliada em US$  104,63 bilhões. Com esse valor de mercado, o Facebook vale mais que o McDonald’s, a GM ou a Amazon e é quase uma Petrobrás.

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Sem graça

Havia expectativa no mercado de que o IPO do Facebook fosse emocionante como o da rede para conexões profissionais LinkedIn. Em sua estreia em bolsa de valores, em maio de 2011, as ações do LinkedIn fecharam em alta de 109,44%. À época, com mais IPOs de empresas de internet pela frente, falou-se à exaustão sobre a próxima bolha tecnológica.

No caso do Facebook, especialistas ainda divagam sobre a falta de graça do IPO. Em média, os papéis de uma companhia sobem 18% no dia da estreia. Alguns dos motivos para que a rede social não tenha seguido esse costume, segundo analistas, são os problemas técnicos enfrentados pela Nasdaq na sexta-feira, quando houve atraso na entrega de confirmação de ordens de compra e venda.

Outras razões seriam a notícia de que a GM, um dos maiores anunciantes nos Estados Unidos, vai parar de anunciar na rede social e também o receio dos investidores de apostar numa empresa que ainda não consegue obter receita significativa com publicidade no aplicativo móvel.

As informações são do Estadão.

Postado por Fabrício Marques no(a) segunda-feira, 21 de maio de 2012 às 21:03. Categoria: , . Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta postagem através do RSS 2.0. Fique à vontade para deixar um comentário.

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