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Gripe e resfriado: qual a diferença?

Antonio Carlos Lopes

A gripe e o resfriado são doenças diferentes, embora ambas sejam infecções respiratórias causadas por vírus e mais frequentes no frio. O fato da maior parte dos casos acontecer no inverno é devido à aglomeração de pessoas em locais menos ventilados nesta época do ano. Estes ambientes facilitam a disseminação do vírus e, por isso, devem ser evitados.

Manter boa alimentação, usar vestimentas adequadas e ingerir bastante líquido, além de praticar atividade física regular, são hábitos essenciais para a prevenção dessas doenças. Se os sintomas aparecerem, a chance de ser apenas um resfriado é grande. Menos grave, é também muito mais comum e simples de tratar. Por quatro ou cinco dias permanecerão coriza e obstrução nasal. Neste período pode ocorrer tosse, dor de cabeça, dor de garganta, febre baixa e espirros.

O resfriado é transmitido pelo contato direto de pessoa para pessoa, por meio das gotículas eliminadas ao falar, tossir ou espirrar. Como é viral, não há tratamento específico. Um erro comum é o paciente automedicar-se com antibióticos que, para tratamento de doenças causadas por vírus, serão totalmente ineficazes e poderão mascarar eventuais complicações.

Repouso, alimentação leve, e manter-se bem agasalhado são, sem dúvida, os melhores remédios. Analgésicos e antitérmicos, quando indicados pelo médico, podem melhorar a dor de cabeça e a febre.

Já no caso da gripe, causada por algum dos três tipos de vírus da família influenzae, pode desencadear complicações, até mesmo fatais, se não diagnosticadas e tratadas adequadamente. Grande ameaça à saúde pública, a gripe costuma durar mais de uma semana e, além dos sintomas do resfriado, provoca febre alta, dores pelo corpo e fadiga. Pode também comprometer brônquios e pulmões, levando à pneumonia.

Outras complicações da gripe são a sinusite, otite média, descompensação do diabetes mellitus, agravamento de doenças pulmonares crônicas, da insuficiência e/ou arritmia cardíaca.Os meios de contágio são os mesmos do resfriado, mas no caso da gripe, há vacina anti-influenzae, que deve ser tomada no período que antecede o inverno, principalmente pelos idosos.

Pelo fato dos vírus da gripe sofrerem mutações constantes, a vacina deve ser tomada anualmente. Embora não confira 100% de proteção, ela evita as formas mais graves da doença, diminuindo o índice de mortes por pneumonia, especialmente entre os indivíduos da terceira idade ou portadores de doenças crônicas, sejam pulmonares, cardíacas ou metabólicas.

A vacina também é indicada para aqueles que possuem deficiência imunológica, como os soropositivos, para médicos, enfermeiros e demais funcionários de hospitais escolas, creches e casas de repouso.

Crianças e gestantes também podem ser vacinados. Porém, é preciso estar atento às orientações médicas que são indispensáveis para qualquer pessoa.

* O Dr. Antonio Carlos Lopes é presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.

Postado por Fabrício Marques no(a) sexta-feira, 29 de maio de 2009 às 07:54. Categoria: . Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta postagem através do RSS 2.0. Fique à vontade para deixar um comentário.

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