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MP pede a extinção de seis torcidas organizadas do futebol paulista

O MP-SP (Ministério Público) entrou na Justiça com pedidos para dissolver seis torcidas organizadas do futebol de São Paulo. As ações civis públicas ajuizadas ainda querem impedir as agremiações e seus sócios de frequentar os locais onde são realizados eventos esportivos.

Os processos foram propostos contra as torcidas da Gaviões da Fiel (Corinthians); Mancha Alviverde (Palmeiras); Serponte e Jovem Amor Maior (Ponte Preta); e Guerreiros da Tribo e Fúria Independente (Guarani). A Promotoria de Justiça do Consumidor decidiu tomar as medidas em razão do envolvimento das agremiações em atos de violência.

O promotor Roberto Senise Lisboa pede ainda que seja concedida liminar para que, até a conclusão do julgamento, as torcidas e seus membros fiquem proibidos de comparecer a jogos, em todo o território nacional. Para o promotor, a medida tem o objetivo de “garantir a segurança e sossego públicos, uma vez que houve desvirtuamento de suas finalidades”.

corinthians_escudoCaso a Justiça concorde com os argumentos da Promotoria, também ficará proibida a utilização de camisas, acessórios, indumentária, e o outros elementos que identifiquem as agremiações. Como pena, a ação fixa uma multa diária de R$ 1 mil por integrante identificado, além da sua retirada compulsória do local.

Para o MP-SP, houve um “distanciamento da finalidade social e esportiva” das seis torcidas organizadas. “Ao invés de promover o amor e o interesse pelo esporte, as torcidas passaram a praticar atos de violência”, afirma.

“A violência tornou-se o mote dessas torcidas organizadas, travestindo-se de associação com fins lícitos, para entidade promotora de atos ilícitos, configurando-se em verdadeira atuação de quadrilha ou bando”, sustenta a Promotoria, baseada em relatórios policiais e boletins de ocorrência da PM

São Paulo

No comunicado divulgado à imprensa, nesta terça-feira (22/5), o promotor lembra que as torcidas da Gaviões da Fiel e da Mancha Alviverde entraram em confronto no dia 25 de março. A briga tomou grandes proporções e resultou na morte de dois torcedores do Palmeiras, fazendo com que o MP-SP decidisse investigar as torcidas.

Em agosto do ano passado, as torcidas já haviam entrado em confronto. A briga resultou na morte de um torcedor corinthiano que fora perseguido por integrantes da Mancha Alviverde e se atirou no rio Tietê. Seu corpo foi encontrado dias depois.

“Ademais, as ocorrências policiais envolvendo a Gaviões da Fiel e a Mancha Alviverde têm se tornado frequentes, eis que, em boa parte dos jogos de futebol, há tumultos ou atos de violência envolvendo seus integrantes”, argumenta o promotor.

Campinas

No último dia 16 de março, um torcedor da Fúria Independente foi agredido após confronto entre as torcidas nas ruas de Campinas. Um ano antes, o irmão da vítima havia sido atingido por um tiro após confronto com a polícia no clássico entre as duas equipes.

No texto da ação, a Promotoria afirma que os confrontos físicos não ocorrem unicamente entre os torcedores. “A violência é direcionada também aos policiais militares”, afirma a ação, ao lembrar que os agentes são agredidos quando tentam intervir e debelar a violência
Informações são do Portal Última Instância.

Postado por Fabrício Marques no(a) terça-feira, 22 de maio de 2012 às 19:31. Categoria: , . Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta postagem através do RSS 2.0. Fique à vontade para deixar um comentário.

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