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Bactérias ajudam a fazer ouro

A sua aliança de casamento pode ter sido formada com a ajuda de bactérias – e também o seu relógio de família ou aquele pivô dourado.

De acordo com uma nova pesquisa, esse microorganismo age como catalisador da biomineralização do ouro, pois utiliza mecanismos celulares para transformar componentes tóxicos na forma metálica.

A existência da Cupriavidus metallidurans na superfície do ouro encontrado em New South Wales e Queensland, locais na Austrália a 3 500 quilômetros de distância, levou o grupo liderado por Frank Reith, da Universidade de Adelaide, a pensar que poderia haver uma função para a presença das bactérias.

Em uma solução preparada, os pesquisadores perceberam que elas rapidamente acumulavam os complexos tóxicos do ouro. Com isso, entravam em um estado de estresse oxidante e formavam, entre outras coisas, um cluster de genes específicos para defender a integridade de suas células das toxinas.

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Esse processo bioquímico reduz os complexos a ouro metálico, que pode contribuir para a formação de pepitas e constitui uma evidência direta do envolvimento das bactérias no ciclo de metais preciosos.

A descoberta, publicada na Proceedings of The Natinal Academy of Science, ainda precisa de maiores investigações, mas poderia resultar na criação de biosensores capazes de detectar novos depósitos de ouro.

Postado por Fabrício Marques no(a) domingo, 18 de outubro de 2009 às 21:04. Categoria: . Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta postagem através do RSS 2.0. Fique à vontade para deixar um comentário.

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